Olá. :)
Cá estou eu novamente na ilha. Pois é. Vim no dia 6. O meu principal objetivo era vir para cá e estudar sem distrações para o exame que vou ter no dia 19. Infelizmente, não está a correr bem como eu planeei. Isto para explicar porque não tenho vindo ao teu diário. :)
Ontem fomos jantar com a Susana da L'Oreal. Para (não!) variar fomos à espetada. Por muito orgulho que tenha na nossa gastronomia, não sou graaande fã de espetada. Mas também não desgosto. Bem, "em Roma sê romano", certo? :)
Hoje acordaste triste. Quando isso acontece, fico irritada porque tu simplesmente remetes-te ao silêncio e eu tenho que te arrancar as palavras uma a uma! Não é nada agradável ter a nossa Mãe a chorar compulsivamente e não nos dizer o porquê! Imagina lá se fosse ao contrário. Não ficarias aflita? :( Depois de alguma insistência, lá me disseste que estavas triste por teres que me acordar de manhã. Eu até levantei o sobrolho com esta afirmação. "O quê??" porque, oh Mãe... essa é uma das tarefas fundamentais da Mãe, certo? Acordar os filhos de manhã??? Atrevo-me até a dizer que essa é a ordem natural das coisas! :) Mais tarde, depois de eu te dizer o quão ridícula me pareceu essa "desculpa", lá consegui arrancar um sumido "É tudo acumulado, estou cansada...". Tudo acumulado? Certo... mas "tudo" engloba o quê, exatamente? De qualquer forma, isto foi o máximo que consegui saber. Tu às vezes ficas assim, começas num pranto desesperado que faz uma pessoa pensar que recebeste uma má notícia e depois não nos dizes o que se passa. Isso é mau, Mãe... imagina a aflição que as pessoas que te amam sofrem quando, ainda para mais, não nos dizes o que se passa! Somos a tua família e só queremos ver-te bem. Mas isso passa por nos contares o porquê de tanta tristeza, por muito ridículo ou por muito mau que te possa parecer. Agora estou aqui a tentar ainda perceber o que se passou. Acordei contigo a chorar convulsivamente e a "desculpa" que me deste não faz sentido nenhum. Deduzo que tenha a ver com a situação que me contaste ontem no trabalho (que, uma vez mais, envolve a Nina). Aquela em que o vosso patrão pediu que lhe encontrassem um documento e ninguém se quis dar a esse trabalho, apesar de seres a única a trabalhar naquele momento enquanto as tuas colegas estavam sentadas a ver a seleção portuguesa de futebol na TV. Espero que tenha a ver com isso.
Infelizmente, este tipo de situações acontece algumas vezes. Ficas triste e não dizes nada a ninguém. No outro dia o mano ligou-me aflito porque aconteceu algo semelhante (eu nesse dia estava em Lisboa). Imaginas a aflição dele e, depois, a minha? É que pensamos logo que algo muito grave se passou!
Isto tudo para te pedir que te ABRAS conosco! Somos os teus filhos, queremos que estejas sempre feliz mas isso é impossível. Então, quando estiveres triste, partilha conosco! Faremos o que estiver ao nosso alcance para te ajudar a sacudir a tristeza. Ok? :)
Amanhã já voltarei para Lisboa. Mas eu sei que, desta vez, não vais chorar (lol) porque já volto daqui a 2 semanas. :)
Beijinho!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário